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sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Regresso do(s) presidiário(s)

Caros seguidores, leitores e (esperamos) praticantes marciais, voltamos da pena que tivemos de pagar à sociedade, pela falha imperdoável de dizer que o rei vai sem trajes.

O julgamento foi extenuante, não pela dificuldade em proferir sentença, mas porque o excelso cavalheiro Mini até a sua assinatura falsificou.

Olhando para a mesma pretendeu apresentar queixa contra terceiros, mas o colectivo de juízes negou tal pretensão informando que isso seria um processo à parte daquele.

Perante a insistência do excelso Sensei, foi-lhe perguntado se teria falsificado as suas presenças na Faculdade de Direito.

Nenhum dos dados foi provado, mas fomos condenados por assassínio de carácter, que prontamente fizemos ver aos magistrados presentes, que se um excelso sujeito que falsifica a própria assinatura, não pode falsificar a própria morte do seu carácter, aliás, única coisa que tem treinado afincadamente, a saber, fingir que tem o carácter morto, ergo, não tem carácter.

Perante a estranheza dos juízes a esta ideia, comoveu-nos a extraneação a que Mini ficou votado, pois havia-se perdido na falsificação de carácter (morte de carácter), coisa que desconhecia poder-se falsificar.

Perante a sua cara de «-Como é que não me lembrei desta?», fizemos questão de dizer ao acusador que estaríamos dispostos a cumprir o castigo que a sociedade e a LEX determinassem.

Fomos condenados a 2 horas de trabalho comunitário à hora de almoço ou a uma passagem de meia hora num estabelecimento prisional à escolha.

Como temos menos medo de prisões que o excelso Mini de ensopar o judogi em suor, escolhemos a prisão. Ou somos homens ou somos ratos.

O sistema prisional está muito degradado.
A foto acima revela as nossas companheiras de cela em momento de relaxamento, enquanto nós tiramos foto para posterior recordação.
É inadmissível não nos serem facultados smartphones de melhor qualidade, depois não podemos recordar em qualidade.
Finda a pena, isto é, meia hora depois, foi preciso um pelotão da guarda prisional para nos retirar da cela, que ficou neste estado de destruição.
Como nos queriam mesmo soltar, fomos obrigados a agredir com uma meia mal cheirosa um dos elementos do pelotão, que nos conferiu o degredo de 6 anos, de 2013 até agora, onde penámos um bom penar, do Estio à invernia, mas por dever de camaradagem com nossos companheiros de cela, onde já chegou esta proliferação de géneros, fizemos questão de ficar até saírem todos, ou não sai ninguém.

Como bons criminosos que éramos, que fizemos assim que saímos?
Corremos desalmadamente à procura de um tatami para treinar.
Sabemos que é vergonhoso, mas ninguém escolhe o temperamento.
E decidimos voltar a reeditar o blogue, desta feita, multiplicado por n domínios, por n contas, e por isso se nos quiserem voltar a meter na mesma prisão, basta pedir, voltaremos de bom grado por dever de companheirismo com os reclusos que ficaram para trás.

Assim que saímos deparamo-nos com um novo panorama marcial.
Tavira, Portugal. Dr Custodio Moreno, representative of Portugal ministery of sports. Mayor of Tavira, mr Jose Manuel Guerreiro and president of Portugal ju-jutsu federation, Helder Nunes.

Que faz um representative português do ministery of sports com o pequeno Grande mestre Helder Nunes?

Não percam os próximos posts, porque nós também não!

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