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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

O grande mestre

Sabemos que no mundo da artes marciais, cada 'mestre'tem um conjunto de técnicas mais vistosas para dar nas demonstrações como forma de promover a sua arte.
Ok, é legítimo. Todos gostam de ensinar ao maior número possível, é aliás assim que as artes se difundem. Mas que dizer quando se utilizam técnicas de outras artes para promover a própria?

Na foto vê-se um flying armlock ou Tobi Juji-Gatame no Judo.
Sabendo nós que o mini não é instrutor em nenhuma destas artes, e tendo sido um péssimo praticante de Judo consoante as palavras de seus prelectores, a questão que se deixa é, de que escola de Jujutsu tradicional se recolhe esta técnica característica do Judo moderno?

Se o mini é 7º dan de Jujitsu, se não é praticante de brazilian jiujitsu, e se é mau cinto castanho de Judo, porque promove o seu 'jujutsu' com esta técnica?

Compreendemos que lhe agrade esta técnica pois com o seu reduzido tamanho se encaixa bem em qualquer braço. Há até uma tendência para este verão por parte da Springfield em comercializar um modelo de malas de senhora chamada Supasensei em honra a este pequeno malabarista.

As malas, não retêm nada no seu interior, não servem para transportar nada, mas são fashion só pelo seu aspecto, são apenas um exercício de estética.

Tal como a técnica e carácter deste mestre, vazia, e apenas para a fotografia.

Vergonha para as artes marciais

Em tom jocoso ou nem por isso, temos vindo a fazer uma brincadeira inofensiva e até útil para os futuros praticantes na altura de escolherem um local onde depositam a sua integridade física e o seu dinheiro quando treinam.

Goste-se ou não, sempre foi esse o objectivo. No caso das estrelas que animam esta iniciativa, claro que lhes deve desagradar, uma vez que lhes borra a imagem e estraga o arranjinho. Mas há um perigo bem maior para as artes marciais, que sempre existiu mas que é cada vez mais permeável devido à mistura de uma formação competitiva sem enquadramento deontológico. E é a possibilidade de um artista marcial se tornar um criminoso.

Sem qualquer relação com a arte que pratica, pois a quase totalidade dos instrutores de certo não terão ou não darão formação para que suceda o que abaixo se reporta e vai tornando comum.
Como corpo de praticantes em conjunto, deveríamos começar a pensar, se há alguma forma de expurgar este tipo de gente do nosso seio.
Ou se é até desejável.

Não porque possam dar mau nome às artes marciais, porque dão, mas acima de tudo porque conspurcam o templo físico e mental onde treinamos, pelo menos com a sua presença.


Claro que perante estes criminosos o crime de falsificação e excesso de marketing sensacionalista se tornam fenómenos relativos, mas nem por isso devemos deixar de os desincentivar e pelo menos fazer pouco e rir à conta destes personagens que deles se aproveitam para equilíbrio psicológico.

Bem haja.


http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/portugal/campeao-de-jiu-jitsu-preso-por-sequestros

Campeão de Jiu Jitsu preso por sequestros 

Sérgio Robalo, aos 28 anos, é campeão nacional e europeu de jiu jitsu brasileiro. Respeitado no mundo das artes marciais, ligado ao submundo da segurança ilegal, o atleta português recorre também à força fora dos ringues. E foi ontem apanhado pela Judiciária, suspeito de um crime de roubo e cinco de sequestro, numa investigação coordenada pela Unidade Especial de Combate ao Crime Violento do DIAP de Lisboa.

O mestre de artes marciais já tinha sido acusado, em 2009, por integrar um grupo responsável pela prática de roubos violentos, apurou o CM. E outro dos 13 visados pelo despacho do DIAP, na altura, era Paulo Baptista, elemento da máfia da Noite de Lisboa que está actualmente preso em Ibiza, Espanha, por um homicídio à pancada.
Na altura, com recurso a golpes de artes marciais, que deixavam as vítimas quase inconscientes, Sérgio Robalo e os cúmplices, dos quais faziam parte oito seguranças da famosa discoteca Kremlin, lançaram-se numa vaga de roubos violentos.
As vítimas, desde um jogador perseguido até casa após ganhar 700 euros no Casino de Lisboa, até ao turista quase asfixiado, a quem roubaram dois mil euros, eram quase sempre perseguidas pelos seguranças, após saírem da discoteca de madrugada.
Robalo ficou em liberdade no âmbito desse processo – mas agora foi apanhado pela Unidade Nacional de Contra-Terrorismo da PJ, por mais crimes de roubo e sequestro, também referentes a 2009. Os cúmplices já tinham sido apanhados. O atleta será hoje presente ao juiz para aplicação de medidas de coacção.

Regresso do(s) presidiário(s)

Caros seguidores, leitores e (esperamos) praticantes marciais, voltamos da pena que tivemos de pagar à sociedade, pela falha imperdoável de ...